Na maioria das vezes, as chinchilas atingem a maturidade sexual aos seis meses de idade. As fêmeas entram no cio a cada 28 dias, e o cio pode durar até cinco dias, aproximadamente.
Quando a fêmea está no cio, possui um formato anatômico e está fisiologicamente pronta (os órgãos genitais devem estar bem limpos, sem nada que impeça o orifício vaginal) para acasalar. Em alguns casos, é fácil identificar esse período, pois algumas apresentam um inchaço e uma cor mais avermelhada na vagina.
Quando a fêmea está no cio, o macho fica “alvoroçado” e corre atrás dela abanando o rabinho e emitindo um som específico de cópula. A fêmea é bastante receptiva a ele durante o cio e logo depois do parto, por um período aproximado de 36 horas. É aconselhável separá-los assim que nascerem os filhotes, pois as fêmeas costumam rejeitá-los e, também, não é recomendável que cruzem logo em após ela de ter dado à luz.
Gestação
O tempo de gestação das chinchilas é de 111 dias e podendo ocorrer em qualquer época do ano, mas alguns criadores dizem que o período de maior fertilidade é durante o inverno. No primeiro mês de gravidez, as fêmeas perdem de cerca de 30g de seu peso. A partir do segundo mês, o quatro se inverte e elas chegam a engordar até 60g, chegando a atingir de 120 a 180g nos últimos meses. Dez dias antes do parto, elas perdem 30 g.
Além do aumento de peso, você poderá observar outras mudanças. No caso da primeira gestação, observe o crescimento dos bicos dos mamilos – que surgem somente quando engravidam da primeira vez. Os mamilos e as glândulas mamárias ficam inchados e avermelhados. É fácil notá-los até mesmo assoprando os pêlos na região lateral. Quando maiores eles forem ficando, mais próximo está o dia do parto. Da segunda gravidez em diante, os mamilos já estarão formados e só poderá ser observando o aumento e inchaço deles. Outro indício da gestação é o tamanho do abdômen. Como o passar dos dias, eles ficarão mais largos para os lados. Além disso, ela ficará mais cansada passará grande parte do tempo deitada e pouco ativa. Esse quadro é mais perceptível quando está chegando o momento do nascimento. A chinchila poderá ter perda de apetite, um ou dois dias antes de parir, bem como a falta de vontade de interagir com pessoas e com os companheiros. Algumas ficam bravas quando alguém tenta se aproximar.
Cuidados com a Gestante
Normalmente, não é fácil descobrir no início da gestação das chinchilas. Em alguns casos, a gravidez chega a ser imperceptível. Caso repare que sua chinchila está mesmo esperando filhotes, evite apalpá-la e apertá-la demais. Se notar que ela se irrita na presença das outras, evite deixá-las por perto, impedindo que a fêmea se estresse.
É importante tomar esse e mais alguns cuidados com a mamãe. Reforce sua alimentação, forneça bastante alfafa (em rama, principalmente), suplemento alimentar (de cálcio e vitaminas) e bastante água fresca; para que tenha uma gestação saudável. A alfafa ajuda na lactação.
Parto
O parto ocorre, normalmente, pela manhã ou de madrugada (existem alguns casos de nascimentos fora destes horários), durando de uma hora e meia a três horas, podendo prolongar-se. Em média, as chinchilas têm dois filhotes por parto, podendo ter até duas crias por ano.
A fêmea faz todo o “trabalho de parto” sozinha. Quando está chegando a hora, ela começa a emitir barulhinhos e fica de pé, sob as duas patas traseiras, abaixando a cabeça em direção a vagina. As contrações vão aumentando com grande intensidade. A bolsa se rompe, e quando o filhote estiver “encaixado” na posição correta, ela o retira usando os dentes.
Existe um tempo entre o nascimento de um filhote e outro para que a mãe possa “lambê-los”. Desta forma, ela retira todos os resíduos da placenta ou membranas fetais, preparando-os para mamar. Embora pareça um tanto estranho, é comum a mãe comer a placenta após o término do parto, bem como alguns pedaços de serragem que ficam sujos de sangue para que tudo fique limpo.
Após todo o parto, a mãe amamenta os bebês com calma e doçura. Existe apenas um risco de machucá-los, no caso deles “morderem” os mamilos da fêmea com os dentinhos, irritando-a. Isso pode levá-los até mesmo à morte.
Também é interessante observar se a mãe está dando conta de cuidar de todos. Pode acontecer da mãe rejeitar algum bebê, se esse nascer mais fraco e menor, priorizando algum que já seja mais forte. Não é muito aconselhável ficar interferindo neste processo, mas se notar que o bebê fica “excluído” do calor da mãe e não consegue mamar, talvez você precise pegá-lo, aquecê-lo e amamentá-lo com uma mamadeira específica. Neste caso, é importante procurar um profissional especializado, ou mesmo expor a situação para pessoas que tenham mais experiência.
É importante, também, suspender o banho da mãe durante, aproximadamente, 10 dias após o parto. Assim, evitaremos problemas de conjuntivite e irritações nos olhos dos bebês, bem como infecções vaginais na mamãe.

































