“A morte não é tudo. Não é o final. Eu apenas passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como foi. Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos permanece intocada, imutável. O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos. Chame-me pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira que sempre fez. Não mude o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor. Ria como sempre fizemos das piadas que desfrutamos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim. Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra. A vida continua a ter o significado que sempre teve. Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. O que é esta morte senão um acidente desprezível? Porque ficarei esquecido se estiver fora do alcance da visão? Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo, bem próximo, na outra esquina. Está tudo bem!”
Todos estão acompanhando o caso que está comovendo o país: a morte trágica e até o momento inexplicável da menina Isabella Nardoni. A mãe do pequeno anjinho tenta a todo custo não deixar transparecer a dor que sente ao ter perdido sua filha. Em sua página do orkut colocou texto acima que chama muita atenção. O que é a morte afinal? É somente um ponto de partida? Ou o final de uma caminhada?
Muitos tentam explicar com o único intuito de amenizar uma dor irreparável que sentimos ao perder alguém querido e importante em nossas vidas. Nessa fase passam pela nossa cabeça aqueles “filmezinhos” de tudo que foi feito até aquele momento e de tudo aquilo que ainda podemos realizar. Por alguns dias buscamos aleatoriamente uma felicidade instantânea, a mesma que faça curar dores existentes. É nesse momento de reflexão que sempre voltamos ao mesmo ponto: estamos vivendo e aproveitando cada instante como se fosse o ultimo? Estamos nos dando oportunidade de aproveitar cada detalhe em nossas vidas? Vamos viver um dia de cada vez, sem esquecer de olhar nos olhos, sentir o cheiro, tocar a pele e ouvir aqueles que estão ao nosso lado.























