Sinceramente é dificil de saber o que é melhor, com ou sem CPMF. Por um lado vemos que o CPMF é um imposto pesado, pois qualquer movimentação que fazemos ele é cobrado (e a bem da verdade é imposto em cima de imposto, pois o dinheiro que movimentamos está sendo utilizado para alguma coisa que com certeza está pagando OUTROS impostos). Eu como cidadão odeio a CPMF, mas por outro lado fico pensando se a CPMF for embora vai diminuir em muito a arrecadação e com certeza o “governo” não vai permitir essa queda do nada, ou vai diminuir a qualidade (ou totalmente) os serviços prestados ou vai tentar arrecadar isso em outro lugar.

Hoje de manhã estava ouvindo a CBN no rádio e haviam dois deputados discutindo sobre a continuidade da CPMF. Embora, por causa do meu bolso, esteja mais pendente para a queda da CPMF, tenho que ser sensato e concordar que o deputado que defende a continuidade da CPMF foi muito mais eloquente que o que defende a saída do imposto. Em resumo o deputado que defende a continuidade, é claro não respondeu algumas questões feitas pelo outro, mas citou que o mesmo partido que criou a CPMF hoje, quer aboli-la justamente porque não está mais no poder e isso é uma forma de queimar ainda mais o atual partido que comanda o governo (sério mesmo tem alguma coisa a mais para queimar?) , disse sobre a utilização desse dinheiro (coisas que eu dúvido um pouco) e perguntou ao outro deputado por um ministério que pudesse ser cortado para “economizar” esse dinheiro.

Em contrapartida o deputado que defente o extermínio da CPMF, que comentou exatamente sobre retirar um ministério para economizar o dinheiro que deixaria de ser arrecadado pela CPMF, disse que há 36 ministérios no governo e que os próprios politícos não sabem o nome dos 36 e o desafiou a falar o nome dos 36 ministérios (em nenhum momento do debate eu ouvi um nome) e disse também em resposta ao motivo que o outro deputado deu (que a CPMF não tem indice de sonegação como os outros impostos) que estes outros impostos que já são cobrados (que poderiam suprir a CPMF) podem muito bem ser cobrados justamente por uma lei de 2001 que permite quebrar o sigilo de contas.

Ou seja, vemos aqui que quem defende a abolição da CPMF tem motivos mais fortes do que quem defende sua continuação, mas mesmo assim para os mais atentos eu comentei que o que defende  sua continuação foi mais eloquente. Isso por sua forma de colocar as palavras, isso mostra que politico tem que ter lábia mesmo.

Agora só nos resta mesmo é saber se realmente esse imposto está ai para ficar ou não. Sinceramente eu acho que não tem mais jeito, mas esperança nós temos.

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